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sábado, 11 de abril de 2020

A Urbanização do Brasil - Ativ. de Geografia 2º ano A e B



Atividade proposta pela prof. Danielle Nascimento para as turmas do 2º ano A e B, durante o período de isolamento social.


A URBANIZAÇÃO DO BRASIL


1-  Em nosso país, um número cada vez maior de pessoas vive nas cidades.
1.1- A medida que aumentou a participação do setor industrial na economia, o número de habitantes das cidades passou a crescer mais do que o de moradores do campo. Esse processo é chamado de urbanização.

2-  O processo de urbanização não ocorreu de maneira uniforme. Em 1991 ainda existiam estados nos quais a população rural era maioria, como Maranhão e Rondônia, por exemplo. Os estados mais urbanizados são aqueles que concentram a atividade industrial e os serviços, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

3-  As cidades surgiram muito antes de existirem indústrias. Porém, o processo de industrialização intensificou a urbanização.
3.1- Tipicamente urbana, a atividade comercial foi influenciada pela industrialização: as indústrias compram matéria-prima e vendem seus produtos, assim como os trabalhadores das fábricas compram o que precisam para viver.
3.2- Para funcionar, uma indústria necessita de infra-estrutura urbana. O sistema viário (ruas e avenidas), por exemplo, deve ser eficiente para permitir o deslocamento da matéria-prima, dos trabalhadores e do produto final. Para aumentar a segurança e facilitar o seu uso à noite, as vias exigem um sofisticado sistema de iluminação pública. Outro equipamento empregado pelas atividades industriais e comerciais são os sistemas de comunicação (redes telefônicas e de computadores). Como as indústrias localizam-se próximas umas das outras para facilitar o comércio de matéria-prima, a infra-estrutura urbana é ampliada, compondo uma paisagem urbana densa e concentrada.

4-  A modernização do campo é outro fator que explica a urbanização.
4.1- Com a introdução de máquinas nas práticas agrícolas, parte dos trabalhadores ocupados na agricultura foi dispensada. O uso de máquinas, associado ao de sementes especiais, defensivos agrícolas etc, aumentou a produtividade. Assim, passou-se a produzir mais empregando menos mão-de-obra. Como conseqüência, os moradores das áreas rurais migraram para as cidades. (êxodo rural)

5-  A urbanização não pode ser entendida apenas como o resultado do êxodo rural. Ela representa uma profunda mudança no modo de vida.
5.1- Imagine como era a vida de um trabalhador do campo. Ele acordava, tomava o café da manhã e seguia a pé para a sua roça, onde trabalhava para produzir alimento. Ao fim da jornada voltava para casa, também a pé. O que ele cultivava era consumido por sua família. O excedente era vendido. Dessa forma, o trabalhador do campo conseguia o dinheiro necessário para comprar, na cidade, o que lhe faltava.
5.2- Pense, agora, no cotidiano de um trabalhador urbano. Ele acorda, toma seu café da manha e vai para o trabalho, na maior parte das vezes utilizando um meio de transporte (trem urbano, metrô, carro, ônibus, etc). Passa grande parte do dia em um ambiente fechado. Ao final da jornada volta para casa, usando novamente um meio de transporte. Para comprar roupas, alimento, pagar pela moradia (aluguel, financiamento habitacional, condomínio, imposto territorial urbano), usa seu salário, que recebe após um mês de trabalho.
5.3- Essa diferença é fundamental. A urbanização representa o abandono das praticas agrícolas e o confinamento no local de trabalho, impedindo as pessoas de produzirem diretamente o que precisam para viver. Com isso, a urbanização acentua a divisão do trabalho entre o campo e a cidade. O trabalhador urbano depende do salário para fazer qualquer coisa. Por isso o desemprego é um problema tão grave nas sociedades modernas.
5.4- No caso do Brasil, essa dependência é relativamente recente. Até a primeira metade do séc. XX, quando a industrialização ganhou um grande impulso, uma parte significativa da população rural vivia, fundamentalmente, do fruto de seu próprio trabalho. Ela se abastecia na cidade apenas de alguns poucos produtos, tais como açúcar, querosene, tecido, trigo e sal.

6-  As primeiras cidades desenvolveram-se no litoral porque os colonizadores portugueses visavam proteger o território contra possíveis invasores.
6.1- Com o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, as cidades passaram a escoar a produção para os mercados europeus. A produção da cana era feita por escravos que viviam no campo.
6.2- A atividade canavieira não desenvolveu um mercado consumidor na Brasil colonial. Escravos não recebiam salário. Nas poucas vezes em que iam à cidade, os senhores de engenho abasteciam-se de produtos importados da Europa.

7-  A partir do século XVIII, a atividade mineradora provocou a interiorização das cidades, que passaram a se desenvolver em função da presença de ouro e de pedras preciosas.

8-  Outro momento importante no processo de formação das cidades foi na introdução do cultivo de café, principalmente nos estados de São Paulo e do Paraná.
8.1- As cidades foram surgindo conforme avançava a cultura do café, pois nelas se realizavam as atividades comerciais. O plantio era feito sem a preocupação de conservar os solos, o que acabava levando ao esgotamento da terra. Os fazendeiros passavam, então, a desmatar novas áreas para o plantio. Esse movimento, conhecido como frente Pioneira, originou cidades a partir do século XIX.
8.2- Para transportar o café até o porto de Santos, foram construídas ferrovias utilizando tecnologia inglesa.
8.3- O fato relevante, porém foi o de que os imigrantes (italianos) que chegaram a São Paulo para plantar café eram assalariados e traziam consigo hábitos de consumo urbanos. A ampliação do mercado consumidor local contribuiu para o início do processo de industrialização do país. Além disso, o dinheiro acumulado pelos cafeicultores paulistas financiou parte das primeiras indústrias do país.

9-  Algumas cidades brasileiras foram planejadas, isto é, projetadas, como Belo Horizonte (1897), em Minas Gerais, Goiânia (1935), em Goiás, e Brasília (1960), no Distrito Federal.
9.1- Apesar do planejamento, essas cidades cresceram de forma desordenada e enfrentam problemas comuns as outras grandes cidades do país.

10-    A partir de 1970, surgiram cidades na Amazônia brasileira, em decorrência da instalação de projetos agropecuários e da instalação e construção de usinas hidroelétricas.
10.1- Antes disso, desenvolveu-se Manaus, que teve seu apogeu no século XIX, durante a extração do látex das seringueiras. Com a criação da Zona Franca, em 1967, Manaus sofreu um novo impulso de crescimento populacional.

11-    O fenômeno da conurbação levou à criação das regiões metropolitanas.
11.1- O crescimento rápido das cidades brasileiras causou imensas concentrações populacionais. O movimento da população não obedeceu aos limites territoriais de muitos municípios. Em conseqüência, bairros populosos originaram-se nas periferias das cidades, provocando o seguinte problema: como fiscalizar e preservar as fontes de abastecimento de água que servem a todos os municípios? Quem deve levar transporte coletivo para aqueles bairros? O Município A ou o município B? E a população? Vai usar o posto de saúde do município A ou o do B? Ou o que estiver mais perto?
11.2- Por meio das regiões metropolitanas, tentou-se estabelecer um mecanismo de gestão comum para o município mais povoado e seus vizinhos conurbados. Desse modo, seria possível desenvolver uma política de saúde única, por exemplo, que obedecesse a critérios populacionais na distribuição de hospitais e postos de saúde. Assim, a população poderia escolher sempre a unidade mais próxima e o custo seria rateado entre os municípios envolvidos.

12-    Um fenômeno muito importante está ocorrendo na Região Sudeste: a formação de uma megalópole. A megalópole é o fruto da fusão territorial de duas ou mais metrópoles
12.1- No caso brasileiro, esse fenômeno está acontecendo no eixo Rio – São Paulo, ao longo da Rodovia Pres. Dutra. Do lado carioca, destaca-se a urbanização e a industrialização da Baixada Fluminense. Do lado paulista, a mancha urbana avança para além da Grande São Paulo, expandindo-se na direção de Campinas e da Baixada Santista e continuando no Vale do Paraíba rumo ao Rio de Janeiro. A rodovia  Dutra já é considerada por muitos uma grande avenida.

13-    Estabelece-se uma rede urbana quando há um conjunto de cidades que mantêm relações culturais, comerciais, financeiras, etc. entre si, sob o comando de um centro urbano mais importante.
13.1- Este distribui bens e serviços para os demais municípios que estão sob sua influência. Os centros urbanos intermediários, por sua vez, prestam serviços e fornecem mercadorias para os centros urbanos locais, ainda menores.

14-    No território brasileiro, encontram-se metrópoles nacionais, metrópoles regionais, centros submetropolitanos e capitais regionais. Essa tipologia de cidade é baseada na distribuição de serviços e mercadorias pelo território nacional.
14.1- As metrópoles nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro, oferecem serviços especiais exclusivos, atraindo pessoas de outros centros. Os melhores hospitais do país, por ex., estão em São Paulo. Também ficam em São Paulo as sedes de muitos bancos e empresas que atuam em todo o Brasil. No Rio de Janeiro encontra-se uma intensa vida cultural, com uma agenda repleta de casas de espetáculos, teatros e cinemas. Mas a cidade se destaca no cenário nacional por sediar importantes órgãos federais, herança da época em que foi a capital do Brasil.
14.2- As metrópoles regionais são o próximo nó da rede urbana brasileira. Elas abastecem os centros regionais, segundo a sua capacidade de criar serviços e mercadorias. Salvador, Recife e Fortaleza são metrópoles regionais do Nordeste brasileiro. Elas distribuem serviços médicos, educacionais e financeiros por todo o espaço regional. Curitiba e Porto Alegre são os mais importantes centros urbanos da Região Sul. Já Belo Horizonte, uma metrópole regional interiorizada, exerce influência por uma vasta área que se prolonga até o norte de Minas Gerais.

15-    O Brasil é um país de muitas desigualdades sociais. Esse fato se reflete na qualidade de vida dos moradores das cidades brasileiras e na paisagem urbana.
15.1- Na maioria delas, encontraremos favelas, cortiços e moradores sem teto (que habitam em terrenos públicos e embaixo das pontes). Isso ocorre porque o preço da terra urbana (dos lotes) é muito alto para grande parte da população. Como resultado, ela não tem dinheiro sequer para pagar um aluguel e acaba morando em condições muito precárias.
15.2- Na cidade subterrânea, aquela que não conseguimos ver, pois está debaixo de nossos pés. Também existem indicadores importantes da qualidade de vida de uma cidade ou bairro. É por lá que circulam, ou deveriam, a água encanada e esgoto domiciliar e industrial.
15.3- Outro indicador da qualidade de vida nas cidades é o total de área verde por habitante.
15.4- A oferta de transporte coletivo (ônibus, metrô e trens urbanos) é outro indicador da qualidade de vida de uma cidade.

ATIVIDADES

I-  Quando se iniciou a urbanização do Brasil?
II- O que significa rede ou sistema urbano?
III-  Quais são os seus principais níveis ou tipos de cidades?

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